16/09/2013

Remembering 9/11

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itnews

Doze anos depois da tragédia que se abateu sobre a cidade de Nova York com os ataques terroristas de 11 de setembro, algumas figuras icônicas ainda são lembradas e reverenciadas com muito carinho. Uma dessas figuras é Jake, o Labrador negro resgatado por Mary Flood. Mary encontrou o cão na rua, aos 10 meses de idade, com várias feridas, uma perna quebrada e o quadril deslocado. Após sua recuperação, em 1995, Jake passou a ser treinado para busca e resgate de pessoas. Foi um dos destaques nas buscas por sobreviventes e corpos no World Trade Center, e em 2005 trabalhou no resgate de vítimas do furacão Katrina, em Nova Orleans. Incansável, serviu como cão de trabalho por 10 anos, até que se aposentou em 2006, e morreu vítima de câncer em 25 de julho de 2007.

Os ataques de 11 de setembro tiveram efeitos que continuam ecoando na vida de várias famílias em todo o mundo. O NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health) publicou em agosto uma pesquisa que conclui que mais de 1.100 pessoas que participaram das primeiras horas dos resgates em Nova York ou estavam nas redondezas, e foram expostas à nuvem de detritos e gases tóxicos, desenvolveram câncer. Substâncias carcinogênicas, como asbestos e benzeno, foram responsáveis pelo aparecimento de 58 tipos diferentes de câncer, em 1.140 das 65.000 pessoas envolvidas nos esforços de busca. Nos últimos dois meses, foram confirmados mais de 12 casos, e 25 ainda aguardam confirmação oficial.

Após a morte de Jake, seu corpo foi doado para a Universidade da Pensilvânia, que conduz um estudo sobre cães de busca e resgate e os ataques de 11 de setembro. Esse cão extraordinário continuará sendo um grande herói, ajudando a ciência a desvendar os efeitos do ataque na saúde de pessoas e animais.

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