22/02/2014

Política pet durante a Guerra Fria

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itpets

Em plena Guerra Fria, a troca de correspondências entre o Premiê russo Nikita Khruschev e o Presidente americano John F. Kennedy teve grande importância histórica e política. Foram os primeiros intercâmbios informais entre líderes das potências rivais, criando um canal de comunicação rápido e eficiente, que evitou uma catástrofe durante a crise dos mísseis de Cuba, em 1962.

 

Mas há mais do que política nessa história. Em 1961, Khruschev mandou um presente muito especial para Kennedy – uma cadelinha vira-latas chamada Pushinka, vinda diretamente do programa espacial russo. Era filha de Streika, o segundo mamífero a ser enviado ao espaço, e cuja viagem foi um sucesso, uma vez que retornou sã e salva à terra. Sua antecessora, Laika, resgatada das ruas de Moscou e o primeiro cão treinado para ir ao espaço, não teve a mesma sorte.

 

Ao chegar aos Estados Unidos, Pushinka passou por uma checagem, para garantir que não portava qualquer dispositivo de espionagem – já imaginaram? E logo integrou a trupe pet da família Kennedy. Algum tempo depois, a cadelinha e o Welsh Terrier da família, Charlie, tiveram quatro cachorrinhos – White Tips, Streaker, Butterfly, e Blackie. O Presidente Kennedy apelidou os filhotes de “pupniks” – uma mistura entre “puppies” (filhotes) e Sputnik, a famosa série de naves espaciais russas, nas quais as cadelinhas foram ao espaço.

 

Pushinka e seus filhotes

Pushinka e seus filhotes

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