19/12/2015

O exemplo do golfinho que não desistiu da vida

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itpets

Já faz um tempo que minha filha vem me dizendo que eu deveria assistir o filme Winter, O Golfinho (Dolphin Tale, EUA, 2011). Como eu sabia que iria me emocionar, vinha protelando esse momento… Ontem resolvi aproveitar o final do dia – e começo das nossas férias – para relaxar e assistir finalmente. Não sei se preciso dizer, mas é claro que chorei. Não apenas pela história de superação de um dos animais mais magníficos que existem no planeta, mas pela inspiração que ela representa para pessoas com deficiências e doenças debilitantes de todo o mundo. Aproveitei e emendei direto em Winter, O Golfinho 2 (Dolphin Tale 2, EUA, 2014), que continua contando essa história linda.

 

Winter flutua em seu colchão d'água

 

Para quem não assistiu aos filmes e não conhece a história, que é real, Winter foi resgatada em Cabo Canaveral, Florida, em 2005, após ficar enroscada em linhas de pesca. Ela tinha apenas 3 meses de idade. Devido aos extensos ferimentos, teve que ter sua cauda amputada, e considerava-se que ela não resistiria, pois como poderia um golfinho viver sem seu principal meio de propulsão? Apesar do péssimo prognóstico, ela sobreviveu e reaprendeu a nadar, adaptando o movimento do corpo. Para que sua reabilitação pudesse ser ainda mais melhor, recebeu uma prótese de cauda desenvolvida especialmente para ela, fruto de muita pesquisa da equipe do Clearwater Marine Aquarium (CMA), em parceria com a Hanger Prosthetics and Orthotics. Em 2010 outro golfinho fêmea de pouco mais de 2 meses foi resgatada praticamente no mesmo local. Por serem animais altamente sociais, os golfinhos precisam viver em grupos, ou com pelo menos um outro indivíduo da sua espécie. Assim, Winter e Hope, como foi chamada, foram introduzidas e permanecem juntas até hoje. Ambas jamais poderão voltar à natureza.

 

Hope e Winter no Clearwater Marine Aquarium.

Hope e Winter no Clearwater Marine Aquarium.

 

Fui ler mais sobre a história real e o trabalho do CMA, um hospital especializado em animais marinhos, dedicado a resgatar, reabilitar e soltar (rescue, rehab and release). Isso significa que o trabalho do CMA está fundamentando em que quando recuperados, os animais serão devolvidos ao seu habitat natural. Porém, quem passou a vida inteira convivendo com animais como eu sabe muito bem que nem sempre isso é possível. Assim, o trabalho do CMA também é de conscientização e educação, pois na grande maioria dos casos, os animais que não podem retornar à natureza sofreram com interferências causadas pelo homem – como pesca e poluição. O trabalho é lindo, e da próxima vez que eu for à Florida, quero visitar. O site do CMA mostra traz uma riqueza de informações, e dá até para ver Winter e Hope através da câmera ao vivo. Acesse aqui e conheça.

 

Mas o que me pegou na veia foi a influência que a história de Winter teve e tem na vida de crianças e adultos com deficiências congênitas ou adquiridas e doenças debilitantes. O CMA tornou-se um pólo que atrai visitantes do mundo inteiro, pessoas que vem para conhecer o golfinho que perdeu a cauda e sobreviveu. A vontade de viver inspira e instiga, e isso vem ajudando muita gente a encontrar dentro de si a força para continuar lutando. Isso é maravilhoso… Veja o trailer do documentário feito sobre a vida de Winter e Hope:

 

 

A prótese desenvolvida para Winter serviu de ponto de partida para o aperfeiçoamento de materiais e técnicas de adaptação de próteses para humanos, o que vem beneficiando pacientes de todas as idades. Não é lindo? Essa história vem a provar que nós, humanos, temos muito a aprender com os animais, a começar por não desistir da vida, jamais.

 

O menino britânico Cieran Kelso, de 10 anos, nada com Winter usando próteses em ambas as pernas. Ele perdeu os membros devido a uma meningite.

O menino britânico Cieran Kelso, de 10 anos, nada com Winter usando próteses em ambas as pernas. Ele perdeu os membros devido a uma meningite.

 

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