02/12/2016

Chérie e o desafio de ter um cão miniatura

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itpets

Quem me conhece deve ter me ouvido dizer várias vezes a frase “eu nunca tive um cachorro desse tamanho!” sempre que me deparava com um desses bem pequenininhos e fofinhos. Sempre tive cães robustos, de médio e grande porte. Mas a vida tem dessas coisas, e em outubro minha mãe me deu de presente o que me faria aprender um novo modo de vida de mãe de pet: a Chérie.

 

Chérie é uma Yorkshire Terrier negra, e pesa apenas 2,6 kg, bem miniatura. Apesar disso, ela é forte e estruturada, tem ossatura firme e não dá aquela sensação de que “vai quebrar” (ainda bem). Agora eu posso dizer de verdade, eu nunca tive um cachorro desse tamanho!

 

Como todo o Terrier, ela não está nem aí para o tamanho diminuto, e age como se fosse um Dogue Alemão. Para a Antonia foi uma coisa maravilhosa, pois minha filha mais velha, a Docinho, do alto dos seus 10 anos de idade, já não tem mais interesse em brincar, e isso fazia muita falta no dia-a-dia aqui em casa. Para mim, foi o começo de uma adaptação intensa e interessante, que compartilho com vocês agora.

 

Em primeiro lugar, um cachorro desse tamanho requer atenção redobrada. Não apenas pelo fato de que correm o risco de ser pisados enquanto nos deslocamos pela casa, mas também porque passam em qualquer buraco, fresta ou espaço. Comecei a observar os perigos da minha própria casa, coisas que com Antonia e Docinho não me chamavam a atenção. Por exemplo, o guarda-corpo do terraço do segundo andar, a cadeira próxima da janela, os buracos entre as plantas do jardim, portas de armário ou gavetas deixadas abertas. Impressionante! Resultado: telei vários desses espaços, e fico atenta a ela, de modo que permaneça sob a minha vista.

 

Segundo: a piscina. Como eu já contei aqui no blog, sempre ensinei todos os meus cães a nadar, e com a Chérie não está sendo diferente. Porém, mesmo sendo super eficiente na natação, isso não resolve o problema. As áreas de escape da piscina, como os degraus de alvenaria e as bordas em prainha são inalcançáveis para ela se a água estiver apenas 2 cm abaixo do nível máximo. Um perigo!

 

Terceiro: predadores. Sim, predadores! Moro em um bairro onde há muitas árvores, e consequentemente uma fauna bastante variada. Gaviões e urubus são uma constante, tenho inclusive um casal de urubus com um filhote morando no telhado da casa vizinha. Com apenas 2,5 kg, Chérie é, sim, uma presa fácil para um predador grande. Ou seja, nada de ficar sozinha no jardim! A presença de Antonia e Docinho inibe esse tipo de risco, mas ainda assim…

 

Quarto: escadas, sofás e outros quetais. Chérie tem 6 meses, o que significa que não vai crescer quase nada mais, mas ainda é intrépida, como todo o filhote. Assim, ela se atira ao subir e descer escadas, consegue subir na minha cama e no sofá sem a ajuda da escadinha – que já veio como “acessório do presente” (rsrs), e parece um personagem de desenho animado quando resolve pular de onde quer que esteja, saltando para cima e esticando as patinhas como um mergulhador do alto do penhasco. Uma doida! Apesar de ser saudável e perfeitamente capaz, lembremos de que ela é MINIATURA. Assim sendo, tomo todo o cuidado do mundo, carregando a tal escadinha pela casa, para que ela sempre tenha a opção de utilizá-la, e minimizo as subidas e descidas, especialmente das escadas em espiral, perigosíssimas para ela. Quando preciso ficar para lá e para cá, deixo Chérie restrita a algum espaço seguro, para que a tentação de andar atrás de mim – o que fazem Antonia e Docinho o dia inteiro – não a coloque em risco.

 

À medida em que os dias vão passando, vou identificando novas mudanças e adaptações. Mas uma coisa é certa: Chérie foi muito mais do que um presente de mãe, foi um presente de Deus! Ela é maravilhosa e me surpreende a cada dia – como todo o cachorro física e mentalmente estimulado. Um gênio! Semana que vem vou contar sobre outra grande novidade de ter Chérie me casa: cuidados com um cão de pelo longo. Até lá!

 

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2 respostas para “Chérie e o desafio de ter um cão miniatura”

  1. CSilvia Backstron . disse:

    Oi Mari… que delícia heim ? Já tive 6 yorks, que morreram de velhos aqui comigo, amo essa raça. Eu já tinha visto alguns parentes da Chérie por aqui. meus parabéns pela filhota caçula… quando vier pra fazenda, deixe-a aqui pra um delicioso banho ! Bjusss

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