05/12/2016

As artes que os animais aprontam

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itpets

Uma das minhas principais habilidades como mãe de pet, e que motiva grande parte do que eu escrevo aqui no blog, é a observação. Talvez porque eu tenha convivido boa parte da minha vida com cavalos, tenha acostumado e me apaixonado por observar comportamentos. Afinal, como lidar com um animal de 400 kg se não for pela inteligência e relacionamento? Assim, meu dia-a-dia aqui em casa oferece oportunidades às vezes bem engraçadas de perceber o que os meus pets são capazes de fazer.

 

Por incrível que pareça, a mais arteira da família é ninguém menos que a Docinho, minha SRD mestiça de Dogue Alemão, de 10 anos de idade. Ontem ela aprontou uma das suas, o que me motivou a escrever este post.

 

Docinho é insaciável quando o assunto é comida. Por isso, tudo o que se deixa na cozinha deve ficar fora do alcance dela – tarefa difícil, uma vez que ela só não sabe (ainda) abrir o microondas, a geladeira, e não alcança as prateleiras mais altas. Meu marido saiu ontem à tarde, e voltou para casa com um delicioso frango desossado, para o almoço da Ana Beatriz, minha filha. Como ela estava na casa do vizinho brincando, ele deixou a comida separada, pronta para quando ela voltasse. Mas então, cometeu um erro básico: deixou tudo em cima do fogão. Algum tempo depois, estávamos os dois na cozinha, quando ele me perguntou, “cadê o frango que estava aqui?” Não levei 2 segundos para realizar o que tinha acontecido. Notem que faz 10 anos que ele convive com a Docinho, e ainda assim não aprendeu o que pode e não pode fazer! Não havia vestígios da embalagem do frango, e muito menos do próprio… Não, ela não comeu a embalagem, pois é bem sabida. Encontrei escondidinha na garagem algum tempo depois.

 

Ela já fez isso inúmeras vezes, e sempre de uma forma extremamente sorrateira. Eu acabo ficando brava com ela, mas na verdade a vontade é de rir… a cara que ela faz denuncia tudo, só se vê o branco do olho, me olhando de baixo para cima…

 

Ontem por medo que ela passasse mal, a deixei sem jantar (afinal, foi um frango inteiro!) Eu disse a ela, antes de servir as refeições de Antonia e Chérie, que ela não jantaria. Aí ela me surpreendeu: quando coloquei os pratos das outras, ela nem se mexeu da cama! Em situações normais, ela estaria tentando impor sua condição de alpha dog na casa, mas dessa vez ficou bem quietinha no canto dela, sem mexer um músculo.

 

Pesquisas sobre o comportamento dos cães afirmam que eles não tem como saber o que fazem de errado, e que observações como a minha são uma “”humanização” de um comportamento que não existe. Eu discordo. Sou a primeira a lutar contra a humanização dos animais, defendendo que cada um tem que ter suas necessidades de espécie satisfeitas. Mas nesse caso, não há uma explicação plausível para o que aconteceu aqui. Sim, Docinho é um cachorro extremamente inteligente, mas será que eles não sabem mesmo o que fazem? Novas pesquisas surgem todos os dias, com dados cada vez mais surpreendentes. O tempo dirá…

 

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2 respostas para “As artes que os animais aprontam”

  1. Docinho é demais! Eita menina arteira.
    E você sabe, né Mari… Eu sou médica veterinária, também combato a humanização dos animais e concordo contigo: Eles sabem sim quando fazem errado.
    São mais inteligentes que muita gente julga.

    Estou esperando novos aprontos da Docinho, hahahaha!
    Beijos ♥

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