14/12/2015

Anos de experiência

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itpeople

Quando começo a conversar sobre o blog com pessoas que não me conhecem, com frequência me perguntam se sou Veterinária. Minha resposta é sempre a mesma. O que me avaliza a escrever este blog é a experiência de uma vida inteira cercada de animais. Cachorros (cerca de 70 ao longo da vida), cavalos (chegamos a ter 250), gatos, pássaros e até animais mais exóticos, como sapos, cobras e até uma loba-guará, sempre fizeram parte do dia-a-dia da nossa família. Apesar de ter escolhido outra profissão – Publicitária – brinco que tenho um CRMV honorário. Assisti muitas cirurgias dos meus bichos, fiz incontáveis curativos, dei injeções, fiz partos…

 

Por ter montado a cavalo durante anos e competido em Adestramento e Equitação de Trabalho, aprendi anatomia e fisiologia do movimento, pois desde muito cedo meu pai dizia que o bom cavaleiro é aquele que sabe o que está fazendo, que lê, estuda e conhece a arte da equitação. Mais recentemente, estudei com Dominique Barbier, treinador francês radicado no EUA que prega a projeção de energia e a comunicação mental com o cavalo como forma de obter resultados. Tiro e queda, aliás.

 

A somatória de experiências, habilidades adquiridas e um profundo amor pelos animais construiu a mãe de pet que sou hoje. O bom senso e a intuição em relação ao comportamento animal, refinados ao longo dos anos, me dão a segurança de fazer o que faço.

 

Este fim de semana pude colocar à prova a combinação do jeito, projeção de energia calma com pulso firme e experiência de anos, em cães que não são meus, mas que foram criados por mim. Fomos para Campos do Jordão, onde moram Duque e Calvin, filhos da Docinho que são os pets dos meus cunhados Eliza e Fernando. Fui o primeiro ser humano a por a mão nos pequenos, que nasceram na minha cozinha, em 19 de abril de 2011. Assim como o meu Kalu, ambos se tornaram gigantes, mas são puro amor. Sempre que chego é a mesma coisa, os dois se desmancham em carinhos.

 

Calvin e Duque, dois dos quatro filhotes que a minha Docinho nos deu.

Calvin e Duque, dois dos quatro filhotes que a minha Docinho nos deu.

 

Como sempre, dou aquela examinada básica: agrado o corpo inteiro, olho os olhos, as unhas, os dentes. Assim como a Docinho, os meninos tem uma tendência ao acúmulo de tártaro nos dentes. Há muitos anos, não muito animada com a perspectiva de ter de anestesiar seus cães toda a vez que uma limpezinha se fizesse necessária, minha mãe me ensinou a escovar os dentes e fazer a remoção das placas que se formam com instrumentos simples, com frequência para que não fosse necessário ir ao veterinário e realizar a remoção cirúrgica. Como essa operação requer a tal experiência, não pretendo ensinar como fazer, mas contar o que aconteceu quando repeti a técnica com os gigantes. Em uma palavra: sucesso. Consegui fazer exatamente o que pretendia, desprendendo as placas de tártaro mais volumosas dos caninos e molares dos meus meninos, sem incomodá-los ou machucá-los. No começo, eles não estavam entendendo muito bem o que acontecia, afinal era a primeira vez. Naturalmente hesitaram um pouco em se manter deitados com a cabeça no meu colo enquanto eu abria suas bocas e mexia nos dentes. Cada vez que tentavam levantar, eu parava, projetava a energia da calma e conversava um pouco com eles, fazendo uma pequena pressão com as mãos para que eles entendessem que deveria se manter quietos. Em 15 minutos terminei a faxina em ambos, que agora estão com os dentes limpinhos. Não fui mordida, não me machuquei, e ainda ganhei profusas lambidas no final.

 

Então, voltamos à questão original: não tenho diploma de Veterinária, mas fiz a maior escola técnica que se pode querer, a famosa “mão na massa”. E adoro compartilhar essas experiências com vocês!

 

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