09/05/2016

A irresponsabilidade de quem deixa um pet solto na rua

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itpeople

Hoje vivi um daqueles momentos que toda pessoa que tem amor incondicional por animais passa de vez em quando. E me fez lembrar de bater nesta tecla pela enésima vez: ter um pet exige responsabilidade!

 

Estava levando meus filhos para a escola, quando vimos um enorme cachorro branco atravessar a Rua Joaquim Antunes no meio dos carros, aparentemente meio desorientado. Parecia ser um Kuvasz. Não podendo parar naquele exato momento, deixei-os na porta da escola e voltei para uma travessa próxima, onde encontrei o cão na calçada.

 

Parei o carro e perguntei a um senhor que também tentava cercá-lo se o cão estava sozinho. “Sim”, ele respondeu, “Mas ele é bravo, ninguém consegue chegar perto.” Em seguida apareceu um rapaz de bicicleta, aparentemente um entregador, muito simpático e prestativo, que passou a me ajudar a cercar o cão e me disse que sabia de onde ele tinha vindo.

 

Fui chegando perto, devagarzinho, até que no meio da Rua Santa Cristina o bichão veio me cheirar. Naturalmente não dava para tentar pegá-lo, mas consegui ver que ele tinha na coleira uma plaquinha de identificação. A aproximação não durou mais que 5 segundos, e ele se afastou. Subiu de novo a Joaquim Antunes em direção ao cruzamento com a Alameda Gabriel Monteiro da Silva. Ali há uma farmácia, e o segurança e a faxineira do local entraram na força-tarefa. Nesse momento cheguei bem pertinho, junto com a faxineira, e ele rosnou. Decidi então ir atrás do dono, na casa indicada pelo rapaz da bicicleta – na minha cabeça, essa seria a melhor chance de conseguir pegar o cão. Na situação em que estávamos, não adiantaria nada tentar ver a plaquinha presa na coleira…

 

Corri três quarteirões até uma casa na esquina de uma rua em L. Quando cheguei o cão havia voltado por conta própria, entrando na rua pelo outro lado (o que significa que ele atravessou a Gabriel Monteiro da Silva de novo). Bati no portão e fui atendida pelo dono do cachorro, um homem grande e careca, com forte sotaque estrangeiro – arrisco em dizer do Leste Europeu. Não sou uma pessoa de conflitos, e na realidade não adiantaria fazer mais do que alertá-lo sobre os riscos que o cão correu, com a minha suavidade costumeira. O cara me disse que o cão “gosta de passear”, que “saiu pelo portão de repente”, mas ele não se mexeu para ir buscá-lo na rua, não é?

 

Pelos meus cálculos, o cão ficou fora de casa por mais de 30 minutos. O homem me disse que o cão é amistoso (desculpa, mas um cão amistoso não rosna da forma como eu o vi rosnar), e que ele é um Pastor Asiático, ou Alabai. Fui ler sobre a raça, que eu não conhecia. Descrito como um cão de “temperamento difícil”, “independente”, o Alabai impõe respeito pelo tamanho gigante, e além de morrer atropelado ainda poderia machucar alguém seriamente numa colisão. O homem até que foi amistoso, apesar de muito frio. E me dispensou rapidamente, além de não me deixar ver o cão novamente.

 

Segui meu caminho de volta para o meu carro, esbaforida pela correria e com um misto de alívio e indignação. Conversei com a faxineira na volta, e ela me disse que o rapaz da bicicleta havia se arriscado pelo cão, colocando a bicicleta no meio do trânsito da Gabriel para que ele não fosse atropelado. Que bom que ainda existem pessoas assim no mundo, mas em contrapartida existem tutores irresponsáveis e que claramente não tem condições de ter qualquer animal. Isso me faz pensar que deveria haver um processo de avaliação e registro com teste psicotécnico para que uma pessoa estivesse apta a ter um pet. Deixar um animal solto na rua, além de irresponsabilidade, é contra a lei.

 

Caso resolvido, fui para a academia para me desestressar. E rezo para que Deus proteja esse e tantos outros pets com tutores irresponsáveis por aí.

 

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2 respostas para “A irresponsabilidade de quem deixa um pet solto na rua”

  1. sandra disse:

    Comigo aconteceu algo parecido só q em plena rodovia raposo Tavares o pobre animal parecia esperar alguém é as vezes queria ir pro meio da pista eu chamava e ele vinha, mas não deixava eu pega-lo infelizmente acabou sendo atropelado e correu pro mato aparentemente só tinha alguns arranhões consegui pegar ele no colo e levar pra casa, só q era tarde depois de umas duas horas e meia ele morreu na minha frente fiquei muito triste mesmo infelizmente eu não pude salva-ló

  2. Rosemary disse:

    Um certo dia fui passear com a minha cadelinha q estava no “cio” e de repente ouvi uma mulher gritar do outro lado da calçada “Tafarel”!!!!!!! (era o nome do cãozinho). Qdo olhei para o outro lado da calçada vi um cão sem a guia atravessando a rua desembestadamente na minha direção e um carro q vinha em sua direção não conseguiu frear e atropelou o pobre cãozinho. Eu já havia alertado por várias vezes esta mulher dona do cãozinho para NÃO passear com ele sem a guia e ela sempre me dizia “ele está acostumado a andar desse jeito e nunca aconteceu nada”. Eis q nesse dia ACONTECEU! Minha cadelinha estava no “cio” e é lógico q o cão do outro lado da calçada sentiu seu cheiro e atravessou a rua em direção a ela. Fikei mto chocada e por mto tempo não conseguia sair com ela com medo de acontecer novamente. NUNCA um cão deve andar sem a guia segura por seu dono!!!!

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