25/08/2015

A etiqueta dos cães de serviço

Postado por: Mariana Castro | Categoria: itpets

Vocês já devem ter notado que adoro falar sobre cães de serviço aqui no blog. Fico fascinada pelo treinamento e pelas capacidades desses ajudantes fantásticos! Quando estive na Global Pet Expo em março, encontrei Angel Viator, blogueira que eu já conhecia virtualmente pelo grupo BlogPaws do qual faço parte. Ela está sempre acompanhada de sua cadela de serviço, Pepper, uma Lulu da Pomerânia cheia de habilidades especiais, treinada pela própria Angel. Tive a oportunidade de ver Pepper em ação em demonstrações de duas das inúmeras intervenções para que foi treinada, e é incrível:

 

– Se Angel apresentar tiques nervosos, como coçar-se até ferir a pele, Pepper é treinada para chamar sua atenção, empurrando sua mão com o focinho ou com a pata.

 

– Se Angel for ao toilette, por exemplo, e começar a demorar demais, Pepper é treinada para dar o alerta, latindo para chamar a atenção de Angel e de outras pessoas à sua volta.

 

A coisa mais importante que minha amiga blogueira me ensinou diz respeito às regras de etiqueta que devemos seguir ao encontrar um cão de serviço com seu humano. Eles são fofos, claro, mas devemos lembrar que não são pets, estão TRABALHANDO, e não podem ser distraídos.

 

Colete de cão de serviço, que indica claramente que é proibido agradá-lo e distraí-lo.

Colete de cão de serviço, que indica claramente que é proibido agradá-lo e distraí-lo.

 

Normalmente os cães de serviço nos EUA e na Europa estão claramente identificados com coletes especiais, mas isso não é obrigatório. Observe as seguintes regrinhas:

 

Não intereraja

Ao abordar a dupla humano/cão, dirija-se à pessoa, nunca ao cão. Não fale e, principalmente, não toque nele. Se receber autorização do humano, poderá então interagir com o cão. E não se sinta ofendido se a pessoa disser não. Dependendo do caso, é uma questão de segurança. Se o cão se distrair com você, poderá falhar em fazer seu trabalho, colocando seu humano em risco. Oferecer comida, água e brinquedos é expressamente proibido, obviamente.

 

Não faça perguntas pessoais

A menos que você tenha muita liberdade, mas muita liberdade MESMO com a pessoa que está com um cão de serviço, não pergunte para que o cão foi treinado, ou de que a pessoa sofre – isso é rude e ofensivo. Angel não me contou que tipo de condição médica ela tem que exija a presença da Pepper. Antes de aprender essa regra, no ano anterior, vi um cão de serviço passeando com um dog walker no Central Park, em Nova York. Perguntei sobre o cão, e o homem ficou extremante ofendido. Portanto, não faça perguntas.

 

Não tente ajudar

Jamais tente ajudar o cão ou a pessoa sem permissão expressa. Isso pode confundir ambos e piorar ainda mais a situação. Por exemplo, não tente segurar a guia do cão, ou tocar a pessoa. Alguns cães são treinados para afastar qualquer um que se aproxime do seu humano, então você corre o risco de tomar um empurrão ou patada.

 

Esse vídeo da Associação Norueguesa de Deficientes Visuais explica de forma bem humorada porque não se deve distrair um cão de serviço. Veja:

 

 

Agora você já sabe: quando encontrar um cão de serviço, siga as regras de etiqueta. Elas evitam acidentes e constrangimentos. Ainda não temos cães assim no Brasil, mas muito em breve teremos, então é bom estarmos preparados para essas situações.

 

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3 respostas para “A etiqueta dos cães de serviço”

  1. Juliana disse:

    Olá, eu tenho a Luara uma labradora de serviço, que me puxa a cadeira de rodas, me ajuda nos casos de tombos e chama ajuda se estou muito mal.
    Eu mesma a treinei. Não vejo problemas quando me perguntam o motivo que preciso dela. Tenho uma doença rara genética que se manifestou aos meus 34 anos, chamada Síndrome de hrlens

  2. Juliana disse:

    Olá, eu tenho a Luara uma labradora de serviço, que me puxa a cadeira de rodas, me ajuda nos casos de tombos e chama ajuda se estou muito mal.
    Eu mesma a treinei. Não vejo problemas quando me perguntam o motivo que preciso dela. Tenho uma doença rara genética que se manifestou aos meus 34 anos, chamada Síndrome de Ehlers-Danlos. O difícil é a parte de não poder mexer, todo mundo quer mexer nela, fala com ela muitas vezes mexendo sem autorização. Outra coisa que implicam é com a coleira cabresto, falam que é focinheira, maus tratos etc.
    O treinamento dela foi todo baseado na mochila, ela sabe que enquanto estiver com a mochila e a alça de cão guia (não consegui a própria de cão de serviço, tive que me adaptar com a de cão guia, que deve manter o foco em mim e não ser a labradora estabanada de quando esta descansando. Já teve muita gente colocando a mão nela sem permissão, o cúmulo foi na entrada de um shopping um cara de uns 20 anos ou mais que começou a latir para ela, nesta até ela olhou p mim indignada. Um dos lugares mais difíceis de ela se manter concentrada é em pet shop. Outro dia eu estava na cobasi, com ela me ajudando e veio uma mulher com um lhasa que começou vindo brincando, eu fui corrigi-la pois estava a trabalho e o cão começou a latir indo para ataque nela, ela ia reagir eu enfiei o joelho na frente para não pegar o pequeno e a dona do lhasa nem para puxar o próprio cachorro…
    São situações que aconteceram devido a mexerem nela mesmo estando escrito para não mexer em vários locais da mochila dela.

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